domingo, 19 de abril de 2015

Desordenadamente.
Mente desordenada.
Subconsciente.
Consciência sub preparada.
Abatido pelo cansaço conveniente.
Equivalente ao que te mantém calado.
Exaurido por combater inutilmente...
Aquilo que não mostra resultado.
Fadado a viver enfadado.
Indignação é o ápice pra evolução do rebelado.
Caçado nos labirintos mentais.
Transcendentais nas cavernas internas.
Platão subsequente em teorias tais...
Nas quais, práticas serão eternas.
Ouvinte de si mesmo.
Ao esmo maquinando o absurdo.
Nativo, transferido à solidão, retrospecto curdo.
Aspecto mudo, de tudo seria apenas um.
Silencioso nas mentes, sociopata incomum.
Retumbante clamor, pras cobras nosso socorro é o feromônio.
Redundante fulgor, labor fluente despertando seu pior demônio.
Neurônio avançado porém desregulado ao que denominam ser normal.
Respirando o gás imposto, nosso oxigênio, o gosto do ódio como elemento principal.
Se mais um eu fosse...
Vagal seria e de nada valeria.
O amargar bem doce...
Da vida e suas agonias.



-Renan.
"Se eu escrevesse tudo que eu penso..."

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pseudo realidade, conversão do que é palpável.
Medo da verdade, ansiedade na realização do incurável.
Sociedade fruto, indústria produto sem produtividade.
Mundo no luto bruto da nossa sensibilidade.
Subversão simbólica, cólica mental.
Vida submetida a ser histórica, transcendental...
Ao realismo, ideal, formal no próprio corporativismo.
Cansaço racional, racionalizando o abstrato.
Pedaço vagal... do subconsciente inato.
Vemos no limite imposto, lágrimas no rosto enquanto a dor chega mais perto...
Na certeza que vivemos a prática contrária na teoria do que denominam ser certo.


Renan.
"Facetas da mente".

sábado, 11 de abril de 2015

Céu, azul, nu em resplendor.
Até um certo dia, cair do Olimpo um sentimento chamado Amor.
Repleto de relevância, instância disso, conceituando a "Deus".
Certo na incessante ânsia de ter teus olhos junto aos meus.
Moça, ouça o que eu tenho a lhe pedir.
Se um dia eu sucumbir, tenha a certeza que meu último suspiro foi por ti.
Sentimento devasso, escasso nas mentes pútridas.
Passo a passo, caço soluções como remédio pras minhas dúvidas...
O que é o amor?
Como saber se é?
Sintomas de uma flor...
O aroma desabrocha sua fé.
Coração de rocha, opaco.
Efervescente tocha, mas de espírito fraco.
Destaco em mais uma linha, minha poesia.
Pois sem amor... Eu nada seria.


-Renan.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Submerso na inércia cinética, ética que me atrai.
Pensamentos flutuantes, tão distantes quanto meu pai.
Ausência, abstinência mental, transcendental ao véu.
Letra demarca o perímetro e a alma vai sujando o papel.
Delirante, coadjuvante da depressão.
Cupido atenuante, amante da solidão.
 Infelizmente meio e fim.
História sem começo.
Trajetória tropeço, ao avesso pra mim.
Aversão e repulsa.
Pulsa, avulsa em mais um episódio.
Os rins filtram o sangue com amor...
Mas os corações ainda bombeiam ódio.
Chamativo solitário, templário neônio.
Cada terrorista em si, carregando seu demônio.



-Renan
Título: "Na claridão da meia noite".

Beat usado: https://www.youtube.com/watch?v=fCvM1xmOeZI









quarta-feira, 8 de abril de 2015

Andamos sem direção, ardor, fulgor das palmas.
Plantamos a erupção, erudição na colheita de almas.
Calmas nossas emoções produzem bonança.
Nos veleiros sentimentais, dunas prejudiciais de falsas esperanças.
Somos grãos, emotivos, sem incentivos, vivendo em vão...
Produtivos, cativos de amor, mas repletos de solidão.
Placas a mostra, proposta posta em suas costas como alvo.
Prostra sua mente, saliente, dependente da imagem de ter sido salvo.
Acorda, borda sua sorte como adorno.
No labor do ódio, episódio de revolta matando o que caminha em torno.


-Nos piores dias serão: Pensadores aflitos.


Cão na procura, função cura o faro.
Buscando algo indefinido na escuridão das noites em claro.
Felicidade, paz, alegria...
São sensações, nada mais, maquiagem e fantasia.
Esfria os pensamentos na lembrança arredia.
Acordando e afogando as lágrimas nas águas da pia.
O espelho já não diz mais quem você é.
Até o ar que você respira, rarefeito conspira contra.
Na certeza de que a vida é sem fim quando se há fé.
Mas o destino é traiçoeiro, no final derradeiro apronta...

Não sei o que sou, quem sou, porquê ser...
Por quem ser? só sei que vou, e no ir eu vou prover...
Ver... o horizonte na vertical e ter a dimensão...
Saber; De onde vim, d'onde é o fim e qual é a razão...


O que eu quero?
Inimigo incolor na cor verde da inflação e suas ondas.
Se o socorro vem do céu, eu não sei de onde vem as bombas.
Sondas de arrogância em um governo xucro.
Cidadania tomada pela ganância, até na morte vê lucro.
Grupo dividido, proibido de manejar a palavra que fura.
Cada comentário vem com a tarja: "Sujeito à censura".
Jura lealdade, sem temor, fervor e amor à nação.
Em cima do dinheiro público, fabricando mais ladrão.
Corrupção em pauta. Falta saneamento...
Encanamento e liberdade.
O pior não é viver em meio ao esgoto...
É viver sem dignidade.
Voltamos à estaca zero, império, nero nosso rei.
A desmoralidade vai além...
Dilma disse: "Todos somos iguais perante a lei";
Ou seja, se o PSDB rouba, o PT rouba também.



-Todo mundo vê, e todo mundo olha.
Amor. Faz um tempo que não passa aqui...
Difícil de modelar, impossível pra discernir.
Não tem como adivinhar, sem palavra pra definir...
Até hoje fez chorar, trouxe lembranças pra fazer sorrir.
Mais uma vez por ti eu sangro a ponta da caneta;
Escrevendo milhares de sensações contidas em apenas quatro letras.
Amar... Só o fato de estar já devora a vontade...
De matar a agonia e sucumbir a saudade.
Respirar o mesmo ar, cuidar e só no olhar já saber que é verdade...
O que você tanto sente, no disparar o coração não mente ansiedade...
Pode ser bobagem minha mas prezo por boas memórias...
Amor não possui ponto final mas sim muitas linhas pra escrever uma nova história.



-Sem título.
  • Não sinta.
    Não sente.
    Não pisque.
    Não minta
    Se embreague.
    Seu wisk.
    Sua tinta.
    Fluente.
    Sua BIC.
    Você pinta...
    Com a mente.
    Evite.
    Finta.
    Repente.
    Acredite.
    Talvez compreendido. Limite no raciocínio moldado pela caneta?
    Você pode não ter entendido, mas pra quem saber ler, um pingo é letra.
    Planeta entre relatividade no mundo complexo.
    Provando que pra ter sentido nem tudo precisa ter nexo.
  •  
  •  
  • Devaneios? Escreva-os.
Apto no silêncio drástico onde eu corro:
Entre o grito de ajuda e o eco de socorro.
Corações cheios do vazio.
Um vazio preenchido por corações.
Que se vazios são, não encontrarão razões: Pra viver.
Por quem viver? Pra quem viver? Por que viver?
Essa icógnita é uma surrealidade...
Nascemos com a cláusula: "Fadados a viver sem finalidade".
Qual é o motivo de tudo? Qual seria a proposta?
Enquanto não descobrimos, o ser humano culpa a Deus por falta de resposta.




-Só as reticências me bastam.
Tanto faz, como tanto fez.
Por você nunca mais, já com você... talvez.
Lembrança matinal.
Lembrança repentina.
Lembrança prejudicial.
Lembrança estricnina.
Mata mais que HIV no carnaval.
Consome mais pulmão que o maço decigarro.
Brilho de lata mas jura que é natural.
Querendo seu dinheiro, sua casa, seu carro.
Veio do barro, mas fala que é do Leblon.
Come ovo frito e arrota caviar.
A única coisa chamativa é o batom.
Pode ser de esquina, menina de bar.
Só o fato de estar: "Tá bom".
Mas quando a noite acabar só vai restar.
Arrependimento e uma garrafa de Chandon.
Púrpura Neon.
Som pra embriagar.
Charme lança mais que lança em Balada Star.
Veio pra bagunçar.
Perguntar o que houve na manhã seguinte.
Tendo só o celular...
E uma carteira vazia como ouvinte...




-Cuidado no olhar, sorte no sorriso.
Holocausto diário, gesto autoritário de quem nem tem autoridade.
Mandato no plenário, cassação em vão por algo sem finalidade.
Eu vejo corpos, vejo almas, vagando sem explicação.
Vejo mortos, vejo palmas, seguindo sem direção.
Vejo uma multidão, desejo em ascensão.
Vejo degradação, coração tingido pela coloração da pixação.
Eu me vejo, vejo eles, vejo você, tudo num ninho de cobra.
Na disputa por quem leva o poder e quem se contenta com a sobra.
Engodo, num todo, iodo e muito mais.
Éter, vaidade, lodo junto ao que restou de nossos ideais.
Vocês são o futuro, então parem de planejar o passado.
Vivam o presente, e esqueçam o que está pendente pra ser resultado.




-Eu vejo e vivo.
Linhas, retilíneas adjacentes traçadas pelas canetas.
Ideias minhas, vales não de ossos mas sim de mentes secas.
Depressão definha, lágrima escorre em forma de perdão sagrado.
Se ela escorre, escorre sozinha, na intenção de consolar seu coração amargurado.
Alado sou, ao lado estamos.
Calado vou, brusco na busca de novos planos.
Ensandecido, aquecido apenas por si mesmo.
Esquecido, proibido de viver, vegetando ao esmo.
Violei as fronteiras da incisão absoluta...
Infringindo a percepção na ilusão soluta.
Dissoluta é, ideal divergido.
Ápice da fé, onde a convicção nunca deveria ter existido...
A mente é um campo minado, o fardo levo no encalço.
Muitos morrendo nessa terra, guerra por um passo em falso.




-Parábolas da Mente.
Junto aos dias.
Junto noites.
Assunto em ascensão fria.
Arrepia no açoite.
A luz clareia.
Castiçais incendeia.
Candeia de vidas.
Cadeia de sonhos.
Baleia mentes feridas.
Creia que o amanhã não será tão medonho.
Tristonho e depressivo.
Onde o não é a única possibilidade de incentivo.
Motivo vivo e transpasso a cada passo sem fé.
Cativo vivo, livro sem ter livros pra explicar como é.
Poesia ilícita, lírico na sátira mais real.
Hastes de uma vertente.
Agonia explícita, espírito arredio, no mundo vagal...
Pendente ao que é dependente.
Fluído subsequente, recente no que reside o surreal.
Avulsa serpente designada mente na busca de um ideal...



Poesia Bruta.